ARTIGOS DO PADRE XIKO

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Cristãos leigos e leigas sujeitos na sociedade e na Igreja

Cristãos leigos e leigas sujeitos na sociedade e na Igreja

Estamos vivendo um ano muito particular de reflexão, estudo e vivencia com o tema leigos e leigas na sociedade. 

“O cristão leigo é verdadeiro sujeito eclesial mediante sua dignidade de batizado, vivendo sua condição de Filho de Deus na fé, aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores.

Como sujeito eclesial, assume seus  direitos e deveres na Igreja”.

Portanto ser sujeito eclesial é ser maduro na fé, testemunhar o amor à Igreja, servir os irmãos e irmãs  permanecendo no seguimento a Cristo e obediente à inspiração do Espirito Santo e  ter   coragem, criatividade de ousadia  para dar testemunho de Cristo”. 

Neste texto queremos refletir sobre uma dimensão,  de suma importância, na vida dos leigo e leigas, a dimensão de sujeito na Igreja e na sociedade. 

Ao falarmos de sujeito entendemos capacidade de decisão, autonomia, responsabilidade, iniciativa. 

Quem é sujeito não necessita esperar ser mandado, dirigido, mas é aquele que assume seu papel sua tarefa conscientemente, por isso, tem iniciativa, participa e promove a evangelização de forma adulta.

Realmente os cristãos leigos e leigas neste ano de 2018 são insistentemente convidados, primeiramente tomar consciência que realmente eles pela sua vocação são sujeitos, depois desenvolver suas capacidades para exercer seu papel de sujeito, para isto necessita de formação, capacitação. 

Mais os leigos e leigas precisam assumir esta condição de forma efetiva e eficaz, ocupando o espaço que lhe é próprio e intransferível, oriundo de seu estado de batismal.

Por fim, os cristão leigos e leigas  necessitam com urgência passar a viver e atuar como sujeitos, renunciando a uma atitude passiva e acomodada de ficar esperando ser mandados e dirigidos  pelos pastores. 

Os cristãos leigos jamais invadirão o espaço da hierarquia, mas não deixarão de ocupar o espaço que lhes é próprio. Cada um tem seu campo especifico e próprio de ação.

O doc. 105 da CNBB afirma: “a realidade eclesial,  pastoral e dos tempos atuais torna-se também um forte apelo para fazer uma avalição, aprofundamento e abertura ao tema do laicato, pois urge abrir espaços de participação (quem têm por direito) e estimular a missão, refletir sobre os avanços e retrocessos a fim de fazer crescer a participação e o protagonismo dos leigos e leigas na corresponsabilidade e na comunhão de todo o povo de Deus”.

Portanto, este ano precisa ser decisivo e vai exigir uma mudança de mentalidade, de postura e de ritmo. 

Os cristãos leigos e leigas terão pela frente o desafio de trabalhar justamente para gerar uma nova mentalidade e com isso surgirá uma nova postura que mudará o ritmo da ação evangelizadora.

Os cristãos leigos e leigas são conclamados a  assumirem seu papel de sujeitos pelo sua palavra e pelo seu testemunho, na família, nas suas atividades cotidianas, na Igreja e na sociedade, de acordo com seus carismas.

São chamados, sobretudo, serem sujeitos pela ação transformadora em seus ambientes, sempre a modo de sal, fermento e luz. 

Como sujeitos os cristãos leigos e leigas cabe-lhes sair de si, para iluminar  para se doar, para dar o sabor e dissolver como faz o sal para transformar a realidade. 

Recordamos o que nos diz o Vaticano II: “o grande campo da ação do amor de Deus é o mundo e a história e a Igreja está dentro do mundo, não fora, nem ao lado, nem acima, nem contraposta a ele, mas nele, mesmo que adquira uma dimensão de pequenez como os sal.

 “Enquanto sujeito todo  o cristão é convidado a apreciar a beleza e a bondade radicais do mundo, obra criada por Deus, assumida pelo Filho na encarnação”.

A Exortação Pós-sinodal, (1988) reafirma o significado positivo dos fiéis leigos como membros do povo de Deus : sujeitos ativos na Igreja e no mundo, membros das Igreja e cidadãos da sociedade” (CFl n. 59)

Em 1968 o documento de Medellin (n.10.2.6) destacava a importância da ação dos leigos cristãos na Igreja e na sociedade.

Tal tema se repetiu no Documento de Puebla (1979- n.786) que identifica os leigos como homens e mulheres da Igreja no coração do mundo e homens e mulheres do mundo

no coração da Igreja. 

O Documento de Santo Domingo

(1992- n.98) os chamava de protagonistas da transformação da sociedade.

Já o Documento de Aparecida (2007- nº 213) pediu maior abertura de mentalidade para que entendam e acolham o ser e o fazer do leigo na Igreja, que por seu Batismo e Confirmação é discípulo e missionário de Jesus Cristo.

Em 1.999 o episcopado brasileiro 

lançou o documento 62 “MISSÃO E MINISTÉRIOS DOS CRISTÃOS LEIGOS” que oferece à Igreja orientação para o discernimento sobre o laicato e sua atuação na organização dos ministérios na comunidade.

Concluímos  reafirmamos: os cristão leigos e leigas são chamados, por vocação, a serem e assumirem seu estado de sujeitos na Igreja e na sociedade.

 

Pe. Xiko, SAC


 





Publicação: Em 27/12/2017 às 16:35h < Voltar para os Artigos

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